Nível de descrição
Fundo
Código de Referência
CP
Título
Carmen Portinho
Datas e locais de nascimento e morte
Corumbá, Mato Grosso, 1903- Rio de Janeiro, 2001
Biografia
Matogrossense, Carmen Velasco Portinho graduou-se em 1925, na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, onde formou-se engenheira civil. Simultaneamente à sua formação, em 1922, participou da direção da recém fundada Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, ao lado de Bertha Lutz, Stela Guerra Duval e Maria Amália Bastos. No fim dos anos 1930, pela Universidade do Distrito Federal, obteve seu segundo diploma e foi a primeira mulher titulada urbanista no Brasil. Além de sua carreira como engenheira e urbanista, Portinho distinguiu-se pelo seu papel em fomentar a arte e cultura no país e por seu ativismo feminista. No ano seguinte de sua primeira formatura, em 1926, iniciou sua atuação como técnica na Diretoria de Obras e Viação da Prefeitura do então Distrito Federal (RJ), onde trabalhou até 1932. Nesse mesmo ano, Portinho ocupou a posição de secretária, redatora-chefe e diretora do corpo editorial da Revista da Diretoria de Engenharia da Prefeitura do Distrito Federal. Além disso, entre 1945 e 1958 atuou como diretora do Departamento de Habitação Popular do município do Rio de Janeiro. Carmen Portinho foi casada com o médico Gualter Adolpho Lutz, porém a união foi breve. Seu companheiro de vida foi o arquiteto Affonso Eduardo Reidy. Esse companheirismo estendeu-se também para as suas carreiras. Juntos, foram responsáveis por realizações consagradas da arquitetura moderna brasileira. Dentre eles estão o Conjunto Residencial Prefeito Mendes Moraes, conhecido como “Pedregulho” (1947), a Residência Carmen Portinho (1950) e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM (1958), onde atuou como Diretora de Arte entre 1951 e 1966. Em 1968 construiu-se o bloco escola, anexo do MAM-RJ, que abrigou a Escola Superior de Design Industrial (ESDI), primeiro curso de graduação em design no Brasil, do qual Portinho foi diretora entre 1966 e 1988. Além disso, durante toda a década de 1960, Portinho atuou com vigor como curadora, organizadora e divulgadora de arte em diversas exposições em bienais de diferentes países. Seus esforços nunca cessaram, tanto que, em 1991, aos 88 anos, foi integrante da Comissão Técnica de Arte da XXI Bienal de Arte de São Paulo.
Referências
CORUMBÁ (MS). Livro de Registro de Nascimentos. Registro de Nascimento de Carmen Velasco Portinho. Registro em: 27 jan. 1903. Certidão registrada às fs. 93. do livro n. A-007. NOBRE, Ana Luiza. Carmen Portinho: o moderno em construção. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999. RIO DE JANEIRO (RJ). Registro Civil da Segunda Pretoria Civel da Freguezia do Sacramento. Certidão de casamento de Carmen Velasco Portinho e Gualter Adolpho Lutz. Registro em: 19 fev. 1932. SOLAR GRANDJEAN DE MONTIGNY. Affonso Eduardo Reidy. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 1985. UFRJ. FAU. NPD. Fundo Affonso Reidy e Carmen Portinho.